Papa vai “perdoar pecados” de quem segui-lo no twitter: graça, graça barata ou abuso da graça?

Espero que eu esteja errado, ou que os sites que noticiam tal banalidade doutrinária estejam manipulando as informações.
… Torna-me à memória o período transitório de quando precisei desligar-me da instituição que me ensinou um centelho do caminho da graça. Contudo, só conheci a verdadeira graça, palpável de Cristo após esse insolente “afastamento” do ministério que estava impregnado de legalismo, com erros iguais, ou semelhantes aos da igreja durante os fins da idade média Europeia.
Algumas aventuras doutrinárias soam como que prepotentes, como a que tenho visto que supostamente: Papa vai “perdoar pecados” daqueles que o seguirem no Twitter.
Sou cortês ao Papa Francisco como um líder religioso, da mesma forma que admiro sua personalidade e notável humildade que tem demonstrado; sem que haja exclusão, seria ótimo se alguns pastores tomassem essa humildade como exemplo na prática, pois de teoria o povo de Deus está saturado.
Compreendo que a ICAR tem feito o máximo para corrigir os erros cometidos referente às petulâncias praticadas com a concessão das indulgências, mas não deixei de lembrar o tempo em que ela optou por fazer abuso da graça e passou a fazer negócios com a fé do povo. Ainda hoje a fé continua sendo objeto de lucros financeiros, tanto entre inautênticos católicos, quanto ilegítimos protestantes.
Com todo o respeito, e sem temor algum, será que o papa quer mais seguidores no Twitter? Desta forma o clero estaria apelando de forma “desonesta para com a fé alheia”, mas que com toda a certeza daria tão certo como a construção da basílica de São Pedro. Lembre-se que em 1517 o Papa Leão X ofereceu indulgências para aqueles que dessem esmolas para reconstruir a Basílica de São Pedro em Roma.
“Assim que uma moeda (SEGUIDOR) tilinta no cofre (TWITTER), uma alma sai do purgatório”.

Apontamento de redarguição:
O Vaticano realmente anunciou que o Papa Francisco concederia indulgências plenárias pelo Twitter aos seguidores penitentes. O anúncio foi feito na publicação oficial do Vaticano, a Sacred Apostolic Penitentiary*. Contudo, em entrevista ao Corriere Della Sera, o cardeal Claudio Maria Celli, bispo católico italiano e presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais no Vaticano, anunciou que não basta apenas seguir o Twitter para receber as indulgências. Segundo a fé católica, é preciso uma vivência e prévia confissão dos pecados por um padre:
“Você não conseguirá a indulgência do mesmo jeito que o cafezinho de uma máquina automática. Não será o bastante assistir à missa no Rio online, seguir o Papa via iPad ou visitar Pope2You.net [Portal de internet criado pelo Pontifício Conselho para atender os tempos modernos]”.**
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*http://www.vatican.va
** http://www.corriere.it