O PASSADO VIVO NO PRESENTE (tempos de criança)

Herdamos um costume, meio que casual de iniciar uma história, um conto, ou até mesmo cantigas com um… ‘era uma vez. ‘
Como criança, em meus oportunos momentos, me encontro engajado em sutis pensamentos dos porquês de momentos marcantes do tempo de criança.
É como se o passado estivesse vivo no presente subjugando o futuro da maturidade.
Até que ponto posso envolver-me no retrospecto do passado, tornando-o vivo no presente, no intuito de favorecer minha jornada no dia a dia?
Ao olharmos nos olhos de uma criança enxergamos no mais profundo o âmago do ser repleto de sonhos. Encontramos na mais simples cantiga o sabor doce da vida.
Às vezes penso ser uma criança uma das mais ricas expressões do amor incondicional de Deus pela humanidade.
E como é difícil esquecer meus momentos únicos que não voltam, mas que ficarão marcados para sempre em cada tomada de decisão importante que terei de tomar no decorrer da vida.
Meus maiores sonhos herdei-os naquele tempo em que eu era uma simples criatura, mas com um coração que não conhecia a amargura, o desânimo e nem as intempéries da vida.
Como eu queria poder voltar aos tempos de criança e poder ensinar-me hoje a retórica prática que desmistifica a teórica que não libera seus passos,… Queria poder amar como amava quando criança. E poder esquecer o pesadelo em que encontrei estampado em minha mente: a infância acabou.
Meu passado sempre estará vivo no presente como uma aljava nas mãos de um guerreiro.
Meu passado tornou-se o mais belo dissabor por guardar minhas histórias de tempos de criança.

*Para Cris, minha irmã